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Eu vou indo

Porque alguém tem de ser o primeiro a explorar, ver ou partir para se poder chegar, conhecer ou usufruir. Eu vou indo...

Eu vou indo

Porque alguém tem de ser o primeiro a explorar, ver ou partir para se poder chegar, conhecer ou usufruir. Eu vou indo...

Uma varanda com vista para as férias

Enquanto não chegam as tão almejadas (... e merecidas) férias, usufruir de um espaço ao ar livre é o que mais perto se pode estar desse desejo de evasão da rotina diária.

Em muitos casos, esse espaço não está assim tão longe nem inacessível. Na maior parte das nossas casas, esse retiro de comunhão com o exterior está logo ali, basta para isso fazer um correto e imaginativo aproveitamento de uma varanda ou, para os mais sortudos, de um terraço.

O daily dream decor reuniu algumas sugestões que, certamente, preencherão as medidas de qualquer citadino que se sinta como um pardal engaiolado. Há espaços para todos os gostos e feitios, para todas as longitudes e latitudes, mais ao gosto deles ou da preferência delas.

Inspirem-se e boas evasões.

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Ainda se lembra das cassetes?

Se passou pelos anos oitenta já com alguma consciência, lembra-se, com toda a certeza, das cassetes. Sim, aquelas coisas das fitas magnéticas. Não, não são as VHS, essas são as de vídeo, são as mais pequeninas, as de música. Aquelas que podiam ter os álbuns das bandas acabadinhos de sair para o mercado ou, então, ser compradas virgens e ser gravadas com tudo e mais alguma coisa.

Entretanto, a tecnologia avançou e o tempo trouxe os CD's, os MP3's e outros gadgets até desembocar, nos dias de hoje, nos smartphones que servem para tudo e mais alguma coisa. Ora, por isso, as já citadas cassetes foram postas, primeiro, num canto lá de casa, depois, num caixote e, se tiveram a sorte de resistir à ida para o lixo, devem estar algures lá no sótão ou na garagem.

Se tem saudades desse tempo, ou melhor, se lhe apetece reviver esses tempos, é o momento ideal de ir em busca dessas cassetes e sacudir-lhes o pó e as teias de aranha, pois surgiu um gadget que volta a dar-nos música, utilizando essas mesmas cassetes. E é muito mais prático do que uma aparelhagem, um leitor de cassetes ou até um walkman.

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Este pequeno e compacto "aparelhómetro" cumpre exemplarmente a sua missão, fazendo o mais básico dos básicos: reproduz a música (lendo a fita magnética enquanto roda os carretos que contêm a fita), aumenta e diminui o volume e avança e recua a fita mais rapidamente. Para além disso, é recarregável - via micro USB - e usa uma saída padrão de 3,5 mm para os headphones. Tudo fácil e minimalista.

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Só resta uma dúvida: haverá interessados ou, neste caso, o tempo já não volta atrás?

Aveiro, terra de planície, mar e serra

O bom tempo convida a sair de casa. Convida, não. Obriga! E como a obediência e o respeito são duas boas características humanas, eis algumas (boas) sugestões.

O GPS conduz, desta vez, até Aveiro. 

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Aveiro é uma simpática cidade do centro-norte deste retangulozinho à beira-mar plantado e lugar que Luso escolheu para deixar os seus descendentes. Marcada pela presença do mar, da planície e da serra, Aveiro oferece uma grande diversidade de lugares e atividades que a todos preencherá e convidará, certamente, a futura(s) visita(s).

1. Começa-se pelo centro da cidade, visitando o Museu de Aveiro, Fundado em 1458, este antigo convento dominicano foi a antiga morada da patrona da cidade, Santa Joana Princesa, e guarda, para além das suas relíquias, as marcas de diferentes estilos arquitetónicos que o marcaram. 

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2. Depois, atravessa-se a rua e entra-se na Sé de Aveiro, monumento do século XV, marcada pela fachada com as imagens das Virtudes Humanas, pela imponente torre sineira e pelo interior ilustrativo das distintas épocas da sua história.

3. As ruas da cidade conduzem até um dos ex-libris da cidade, o Museu da Arte Nova, um dos ícones da evolução estética que este movimento proporcionou e exemplo dos seus reflexos na atualidade. Passar pela Casa de Chá, que fica no rés-do-chão, é imperativo.

4. Igualmente imperativo é dar uma volta de moliceiro pelos canais da Ria de Aveiro e, depois, visitar o Ecomuseu Marinha da Troncalhada, um espaço que mostra os métodos de produção artesanal do sal e explora a paisagem, fauna e flora da região.

5. Logo ali, nas praias, é paragem obrigatória a Praia da Barra, para dar um mergulho, apanhar sol, passear ao som do marulhar das ondas ou, simplesmente, relaxar numa das inúmeras esplanadas. Se houver oportunidade e não se tiver medo das alturas, não se deve perder a oportunidade de subir os 62 metros do Farol da Barra e perder a respiração com o que os olhos dali podem alcançar.

6. Seguindo para sul, mas mesmo ali ao lado, fica um dos retratos mais pictóricos de Portugal, a Praia da Costa Nova. Conhecida pelas suas coloridas casas fica entre a ria e o mar e tem uma luminosidade apenas e só, digamos que... especial. Um imenso espaço ao ar livre que convida ao deleite.

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7. Já que se está em Ílhavo, não se deve deixar de visitar o Museu Marítimo de Ílhavo, onde impera o Aquário dos Bacalhaus, nem o Navio-Museu Santo André, um antigo bacalhoeiro que, agora fundeado, honra e perpetua as pescarias do arrasto do bacalhau.

8. Caso se seja apreciador da vida selvagem, a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto está logo ali à distância de um passeio de barco.

9. Para os mais bem preparados física e mentalmente!... e adeptos de longas caminhadas, não pode deixar de se aconselhar um (longo) passeio pelos Passadiços do Paiva. Simplesmente um maravilhoso mergulho na Natureza que vale bem a pena o cansaço que deixa.

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10. Por falar em Natureza, a Serra da Freita pode muito bem ser o próximo destino. Morada das insólitas pedras parideiras, guarda este e outros tesouros, prontos a serem descobertos.

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11. Para quem procura algo mais alternativo (e bem menos cansativo) no que à cultura diz respeito, logo ali ao lado de Aveiro, mais propriamente em Avanca, localiza-se a Casa Museu Egas Moniz, local que marca a existência do primeiro Prémio Nobel português.

12. Para os aficionados dos comboios e não só, o Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Macinhata do Vouga é um imperativo de passagem. Aqui descansam algumas das locomotivas e carruagens que fizeram a História dos nossos caminhos de ferro.

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13. Em Anadia, situa-se o Aliança Underground Museum, um espaço situado nas tradicionais caves da Aliança Vinhos de Portugal e que expõe coleções, que abrangem uma extensão temporal de milhões de anos, de áreas tão vastas como a arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria, cerâmica e estanharia, . 

14. Para o fim, ficaram as sugestões para o prazer (frugal ou da gula) de uma boa refeição. Muito e variado peixe fresco, marisco, enguias, leitão à Bairrada, carne arouquesa e os imprescindíveis ovos moles apresentam-se como sugestões para uma mesa em que o difícil será escolher e resistir.

Ah! Seja qual for o destino, não se deve esquecer um agasalho. É que, em Aveiro, o vento é uma presença assídua e constante e revela-se, na maior parte das vezes, bastante incómodo.

Agora sim, bons passeios e venham daí mais sugestões para novos passeios.