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Eu vou indo

Porque alguém tem de ser o primeiro a explorar, ver ou partir para se poder chegar, conhecer ou usufruir. Eu vou indo...

Eu vou indo

Porque alguém tem de ser o primeiro a explorar, ver ou partir para se poder chegar, conhecer ou usufruir. Eu vou indo...

Ainda se lembra das cassetes?

Se passou pelos anos oitenta já com alguma consciência, lembra-se, com toda a certeza, das cassetes. Sim, aquelas coisas das fitas magnéticas. Não, não são as VHS, essas são as de vídeo, são as mais pequeninas, as de música. Aquelas que podiam ter os álbuns das bandas acabadinhos de sair para o mercado ou, então, ser compradas virgens e ser gravadas com tudo e mais alguma coisa.

Entretanto, a tecnologia avançou e o tempo trouxe os CD's, os MP3's e outros gadgets até desembocar, nos dias de hoje, nos smartphones que servem para tudo e mais alguma coisa. Ora, por isso, as já citadas cassetes foram postas, primeiro, num canto lá de casa, depois, num caixote e, se tiveram a sorte de resistir à ida para o lixo, devem estar algures lá no sótão ou na garagem.

Se tem saudades desse tempo, ou melhor, se lhe apetece reviver esses tempos, é o momento ideal de ir em busca dessas cassetes e sacudir-lhes o pó e as teias de aranha, pois surgiu um gadget que volta a dar-nos música, utilizando essas mesmas cassetes. E é muito mais prático do que uma aparelhagem, um leitor de cassetes ou até um walkman.

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Este pequeno e compacto "aparelhómetro" cumpre exemplarmente a sua missão, fazendo o mais básico dos básicos: reproduz a música (lendo a fita magnética enquanto roda os carretos que contêm a fita), aumenta e diminui o volume e avança e recua a fita mais rapidamente. Para além disso, é recarregável - via micro USB - e usa uma saída padrão de 3,5 mm para os headphones. Tudo fácil e minimalista.

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Só resta uma dúvida: haverá interessados ou, neste caso, o tempo já não volta atrás?

A história marcada a verde

A história da Porsche e do seu icónico 911 escreve-se, por estes dias, a verde.

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Foi com um vistoso verde, Irish Green para ser mais exato, que a marca alemã pintou o seu Porsche 911 número 1.000.000 (UM MILHÃO), neste caso um modelo Carrera S. 

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Notável! Desde 1963, data em que foi produzido o primeiro, já foram colocados na estrada um milhão daqueles famosos desportivos de luxo. Destes, mais de 70% continuam a ser conduzidos por estradas do mundo fora, atualmente.

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Pela sua excecionalidade, este exemplar é marcado, para além da cor, pela inclusão de vários elementos do carro original, lançado à mais de cinco décadas.

Por ser especial, a Porsche já deu um destino especial a este automóvel: o seu Museu. Mas, antes de aí ficar para poder ser devidamente apreciado, ainda vai poder ser visto numa tournée que a marca organizou e que percorrerá alguns países do mundo.

Promessa de um sono perfeito

Para alguns, adormecer é, diariamente, uma missão complicada. Seja pela azáfama da vida, pelas preocupações ou, simplesmente, pela dificuldade incontrolável em "desligar" do mundo. Quando se fala em dormir, na realidade da sua aceção - repousar, descansar, não fazer nada - o número dos que o faz sem dificuldades ainda diminui mais drasticamente. A quem é que nunca aconteceu acordar de manhã e sentir que esteve toda a noite numa contínua atividade? Pois é, o cérebro passou a noite em claro, nos seus afazeres, e o cansaço toma conta do corpo durante todo o dia, ansiando por umas horas de descanso.

A solução para este problema parece estar perto. Pelo menos é o que asseguram os criadores do Gravity Weighted Blanket (qualquer coisa como "cobertor acionado pela força da gravidade"), que promete ajudar o cérebro a "desligar-se" do mundo e a adormecer mais rapidamente, levando o corpo ao sono perfeito.

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A forma de atingir o nirvana do descanso é simples. Projetado para ter 10% do peso corporal do utilizador, o cobertor distribui uniformemente a pressão em todo o seu corpo desencadeando uma expulsão de serotonina (responsável pelo estado de vigília de nosso cérebro e que, por isso, nos deixa em alerta), libertação de melatonina (elemento que faz desencadear o sono) e a diminuição dos níveis de cortisol no corpo (elemento controlador do stress), o que augurará um sono mais profundo e mais repousante.

O cobertor, feito num tecido muito macio, é 100% algodão e tem esferas de poliéster de alta densidade no seu interior. A capa exterior pode ser removida durante o tempo mais quente ou para lavagem.

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Este será um cobertor pessoal e intransmissível, uma vez que o seu peso variará de acordo com o peso do seu utilizador.

Microsoft Surface Laptop, aquela máquina

A Microsoft apresentou a resposta ao Macbook da Apple, o novo Microsoft Surface Laptop, um portátil leve, muito fino e de design elegante.

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Este portátil terá um ecrã de 13,5 polegadas FullHD que, segundo a marca norte-americana, é o mais fino LCD até agora criado num computador deste tipo. Para além disso, garante a sua extrema nitidez, fruto dos seus 3,4 milhões de pixeis, suportada pela tecnologia PixelSense.

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Com um peso de 1,25 Kg, disponibilizará um CPU Intel Core i5 ou Core i7 e uma memória de armazenamento que poderá ir até 1TB SSD. O novo Surface será fabricado em 4 cores, terá um teclado em Alcântara e a sua bateria promete 14,5 horas de autonomia.

Aveiro, terra de planície, mar e serra

O bom tempo convida a sair de casa. Convida, não. Obriga! E como a obediência e o respeito são duas boas características humanas, eis algumas (boas) sugestões.

O GPS conduz, desta vez, até Aveiro. 

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Aveiro é uma simpática cidade do centro-norte deste retangulozinho à beira-mar plantado e lugar que Luso escolheu para deixar os seus descendentes. Marcada pela presença do mar, da planície e da serra, Aveiro oferece uma grande diversidade de lugares e atividades que a todos preencherá e convidará, certamente, a futura(s) visita(s).

1. Começa-se pelo centro da cidade, visitando o Museu de Aveiro, Fundado em 1458, este antigo convento dominicano foi a antiga morada da patrona da cidade, Santa Joana Princesa, e guarda, para além das suas relíquias, as marcas de diferentes estilos arquitetónicos que o marcaram. 

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2. Depois, atravessa-se a rua e entra-se na Sé de Aveiro, monumento do século XV, marcada pela fachada com as imagens das Virtudes Humanas, pela imponente torre sineira e pelo interior ilustrativo das distintas épocas da sua história.

3. As ruas da cidade conduzem até um dos ex-libris da cidade, o Museu da Arte Nova, um dos ícones da evolução estética que este movimento proporcionou e exemplo dos seus reflexos na atualidade. Passar pela Casa de Chá, que fica no rés-do-chão, é imperativo.

4. Igualmente imperativo é dar uma volta de moliceiro pelos canais da Ria de Aveiro e, depois, visitar o Ecomuseu Marinha da Troncalhada, um espaço que mostra os métodos de produção artesanal do sal e explora a paisagem, fauna e flora da região.

5. Logo ali, nas praias, é paragem obrigatória a Praia da Barra, para dar um mergulho, apanhar sol, passear ao som do marulhar das ondas ou, simplesmente, relaxar numa das inúmeras esplanadas. Se houver oportunidade e não se tiver medo das alturas, não se deve perder a oportunidade de subir os 62 metros do Farol da Barra e perder a respiração com o que os olhos dali podem alcançar.

6. Seguindo para sul, mas mesmo ali ao lado, fica um dos retratos mais pictóricos de Portugal, a Praia da Costa Nova. Conhecida pelas suas coloridas casas fica entre a ria e o mar e tem uma luminosidade apenas e só, digamos que... especial. Um imenso espaço ao ar livre que convida ao deleite.

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7. Já que se está em Ílhavo, não se deve deixar de visitar o Museu Marítimo de Ílhavo, onde impera o Aquário dos Bacalhaus, nem o Navio-Museu Santo André, um antigo bacalhoeiro que, agora fundeado, honra e perpetua as pescarias do arrasto do bacalhau.

8. Caso se seja apreciador da vida selvagem, a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto está logo ali à distância de um passeio de barco.

9. Para os mais bem preparados física e mentalmente!... e adeptos de longas caminhadas, não pode deixar de se aconselhar um (longo) passeio pelos Passadiços do Paiva. Simplesmente um maravilhoso mergulho na Natureza que vale bem a pena o cansaço que deixa.

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10. Por falar em Natureza, a Serra da Freita pode muito bem ser o próximo destino. Morada das insólitas pedras parideiras, guarda este e outros tesouros, prontos a serem descobertos.

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11. Para quem procura algo mais alternativo (e bem menos cansativo) no que à cultura diz respeito, logo ali ao lado de Aveiro, mais propriamente em Avanca, localiza-se a Casa Museu Egas Moniz, local que marca a existência do primeiro Prémio Nobel português.

12. Para os aficionados dos comboios e não só, o Museu Nacional Ferroviário - Núcleo de Macinhata do Vouga é um imperativo de passagem. Aqui descansam algumas das locomotivas e carruagens que fizeram a História dos nossos caminhos de ferro.

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13. Em Anadia, situa-se o Aliança Underground Museum, um espaço situado nas tradicionais caves da Aliança Vinhos de Portugal e que expõe coleções, que abrangem uma extensão temporal de milhões de anos, de áreas tão vastas como a arqueologia, etnografia, mineralogia, paleontologia, azulejaria, cerâmica e estanharia, . 

14. Para o fim, ficaram as sugestões para o prazer (frugal ou da gula) de uma boa refeição. Muito e variado peixe fresco, marisco, enguias, leitão à Bairrada, carne arouquesa e os imprescindíveis ovos moles apresentam-se como sugestões para uma mesa em que o difícil será escolher e resistir.

Ah! Seja qual for o destino, não se deve esquecer um agasalho. É que, em Aveiro, o vento é uma presença assídua e constante e revela-se, na maior parte das vezes, bastante incómodo.

Agora sim, bons passeios e venham daí mais sugestões para novos passeios.